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Terça, 24 Agosto 2010 08:37

Sou Mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Évora (PT) e Universidad de Extremadura (ES).
Sou ainda Licenciado em Gestão e Formador Certificado.
Como gestor sei que, embora sejamos conhecidos internacionalmente como inventores e legais proprietários do conceito “desenrascanço”, só devemos esperar como resultado a prazo do nosso trabalho, um conjunto de retornos que resulta da combinação adequada dos recursos que a ele afectamos.
Verifico que a carreira de gestor desportivo não está em Portugal tão reconhecida como merece.
Verifico que executam funções a nível de gestão desportiva um sem número de pessoas que só têm formação em desporto, a maioria das vezes como atletas, não como gestores e ainda menos na combinação das duas.

Para além destes exercem funções de gestor desportivo, advogados, engenheiros, economistas, médicos, etc., etc., muitos aproveitando-se da notoriedade e contactos que essa função lhes oferece para poderem saltar mais longe, aproveitando-se do desporto para o fazer.
Quando assistimos a uma crescente importância do desporto na sociedade portuguesa (e mundial), e um consequente aparecimento de organismos, empresas e eventos regulares no sector do desporto, pergunto se esses investimentos estarão a ser feitos com recurso a profissionais formados em gestão do desporto, ou se mais uma vez, usamos uma raquete de ténis para jogar ténis de mesa e mesmo assim esperamos ganhar(?).
Evidencia-se no próprio estado, a contratação de colaboradores para cargos em que são essenciais competências de gestão, exigindo requisitos de formação ao nível de Professor de Educação Física nas suas variadas vertentes.
Após ter concluído uma Licenciatura em Gestão e um Mestrado em Gestão e Direcção Desportiva, com 18 anos de experiência em cargos de gestão do desporto, verifico que o mercado de trabalho (nesta área), não é sensível à formação académica ou experiência de colaboradores, optando pelo factor proximidade, amizade ou cunha.
Penso que uma das muitas funções que a APOGED pode desempenhar será a de tornar bem claro perante as empresas, organismos, instituições, etc., que se movem no mundo do desporto, de quais são as competências necessárias a quem trabalha em gestão do desporto, promovendo a carreira do gestor desportivo e como consequência melhorando o desporto em geral no nosso pais.
A minha tese de Mestrado foi desenvolvida no tema “A qualidade da gestão de um clube e os resultados dos seus desportistas”.
As conclusões finais desta tese evidenciam a necessidade de investirmos em gestores desportivos de qualidade como modo de melhorarmos também os resultados dos nossos atletas a todos os níveis.
É sobre este tema que gostaria de desenvolver algum trabalho em parceria com a APOGED, com o objectivo de sensibilizar as empresas, organismos e instituições que se movem no mundo do desporto, da necessidade de terem nos seus quadros pessoas com formação em gestão do desporto.

Horácio Lopes
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Actualizado em Terça, 24 Agosto 2010 08:40
 
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